Sint Maarten/Saint Martin...

A pequena ilha de nome grande e complicado impressiona: 37 praias, cerca de 400 restaurantes, 14 cassinos, centenas de lojas e muitas opções de hospedagem e passeios. Esta ilha é realmente única, pois se trata do menor território do mundo dividido entre duas nações soberanas: Holanda e França.

O lado holandês (Sint Maarten) é menor, faz parte das Antillas Holandesas e, consequentemente, do reino da Holanda. Lá, fala-se o inglês e a moeda é o dólar. O lado francês (Saint Martin) é maior e faz parte da França. Neste lado fala-se o francês e a moeda é o Euro. Na realidade as línguas utilizadas são o inglês, francês, espanhol, holandês e papiamento e, se o visitante tiver dificuldade em se comunicar, os habitantes se esforçam para entender e no final, tudo fica bem esclarecido, pois o sorriso é poliglota e de fácil compreensão em todo o mundo.

Não existem barreiras de fronteira e nem indicações que ela existe, a não ser uma placa em uma avenida no lado leste da ilha. Reza a lenda que os limites da ilha foram estabelecidos da seguinte forma: de ambos os lados um representante saiu caminhando, onde eles se encontrassem ali seria a linha divisória dos dois lados. Existe ainda uma anedota a respeito deste evento, de que o holandês saiu com uma garrafa de rum e o francês com uma de vinho, como o rum é mais forte o holandês não resistiu à caminhada e dormiu... Razão pela qual o lado francês é maior.

Com tantas praias paradisíacas no cristalino mar do Caribe, é muito forte a tentação de ficar na areia sem se mover muito. Mas a ilha oferece várias opções para tirar os visitantes da preguiça. A começar por uma regata disputada pelos turistas em barcos que já participaram de disputas oceânicas, e que simulam a final da America’s Cup: uma aventura emocionante, mas segura, graças ao apoio de tripulantes experientes que orientam os marinheiros de primeira viagem. A regata é disputada em três barcos. Os turistas são reunidos no cais do Bobby’s Marina, em Philipsburg, capital de Sint Maarten, onde recebem explicações e ouvem a história das embarcações e disputas em que estiveram. As três tripulações são escolhidas e as funções divididas. Não falta trabalho: cuidar das velas, cronometrar, etc. Durante a navegação os barcos chegam a emparelhar, muito próximos um ao outro, os velejadores levam a competição a sério, gritam como loucos e fazem todo mundo entrar no clima. A água espirra para todos os lados, o final é empolgante e a emoção indescritível. Participar de uma regata no mar do Caribe é uma daquelas sensações que jamais se esquece.

Passeios de barco podem ser feitos sem injeção extra de adrenalina. Da mesma Bobby’s Marina parte um grande catamarã, com cobertura, sem disputa e com baixa velocidade. A ordem a bordo é apreciar o visual da ilha e, em seguida mergulhar com máscara e tubo (snorkeling) e observar a rica fauna e flora marinha. Este passeio faz parada em três paradisíacas praias: Little Bay, Long Bay e Mullet Beach. O passeio inclui almoço e “open bar” com cerveja e refrigerantes à vontade.

Outro passeio que une exercício e contemplação, é o de caiaque oceânico, com saída da praia de Simpson Bay.

Depois de tanto içar as velas, remar de caiaque, nadar, mergulhar, ficar ao sol, é inevitável que apareça a fome. E esta é a hora de voltar à terra firme e aproveitar outro destaque do lugar: a culinária. A ilha é considerada a capital gastronômica do Caribe, com bons restaurantes espalhados pelos seus dois lados e de todas as especialidades. No lado holandês os principais bares e restaurantes ficam em Simpson Bay, região localizada entre Philipsburg e Maho Beach (Mc Donald’s e afins também estão presentes). No lado francês o pólo gastronômico fica em Grand Case, onde a maioria dos restaurantes fica a beira-mar, em casas de madeira. A capital Marigot oferece também uma grande variedade de restaurantes.

Um destino com tantas opções não deixaria de lado as compras. E nesse ponto a ilha também é fantástica, pois é toda ela uma zona franca, sendo em Philipsburg, na área de Backstreet, o melhor local para compras com ótimas ofertas de perfumes, eletroeletrônicos, cosméticos, roupas, bebidas, etc.

Depois de comer, beber, comprar, conhecer um pouco de história, da natureza... é hora de voltar à praia. A melhor e mais disputada faixa de areia atende pelo nome de Orient Beach. Até pouco tempo atrás, não havia nada por lá, sequer uma boa via de acesso, o que encorajou alguns naturalistas a fazerem do local uma reservada praia de nudismo. Hoje, pequenas casas coloridas dividem a encosta com uma estrada que chega à beira da faixa de areia, fato que não fez os nudistas desistirem do local. A metade direita da praia (nudistas) convive em total harmonia com metade esquerda (turistas convencionais). Independente do lado escolhido você fica sempre em frente a um mar cristalino e repleto de tons de azul. Este lugar é, sem dúvida, um dos locais mais bonitos do planeta.

A capital Marigot possui um calçadão a beira mar, lojas de grife e os cafés com mesinhas ao ar livre fazem com que qualquer semelhança com as cidadezinhas de Cote D’Azur não seja mera coincidência. Há ainda um imenso shopping por lá, o West Indies. Marigot abriga também o píer de onde saem barcos diariamente para algumas ilhas que ficam próximas, como Anguila e a belíssima Saint Barthelemy, ou apenas Saint Barth, uma das ilhas mais encantadoras do Caribe.

Tudo em Sint Maarten e Saint Martin é inesquecível por ser diferente. Prova disso é que ao visitar a ilha você voltará com dois países na bagagem. Dois países com alma européia, beleza caribenha e um espírito de alegria e paz que agrada a todos os visitantes de qualquer parte do mundo.