Jamaica...

É impossível não associar a Jamaica com o Reggae e o relaxamento. Esta é uma ilha em que o tempo passa tranquilo e lentamente. Terra de cores quentes e sempre presentes, surpreende pela sua natureza. As lindas montanhas acompanham o verde da vegetação, o brilho das areias e mar de cor turquesa intensa.

Os jamaicanos ofertam uma energia criativa, presente em sua vida diária. A arte tem um papel principal, com destaque na pintura, artesanatos, músicas, etc.

Para quem gosta de ecologia, a ilha oferece labirintos silvestres, cachoeiras e mananciais minerais com poderes curativos. Visitar a Jamaica é ficar deslumbrado com a magia de seu povo, seu verão constante e um sol que não pára de encantar.

Montego Bay – Esta é uma das maiores cidades da Jamaica, com mais de 83.000 habitantes e localização estratégica, no meio do caminho entre Ocho Rios e Negril. Noite agitada, passeios de mergulho e compras de artesanato estão entre as atividades oferecidas aos turistas.

No alto de uma colina chamada Rose Hall está o casarão Great House, erguido entre 1.770 e 1.780, é um dos passeios mais populares e originais de Montego Bay. A mansão histórica, sede de uma fazenda de cana de açúcar, tem cenário pitoresco, bela vista para o mar e lendas de arrepiar. Lá, os visitantes conhecem a macabra história da “bruxa branca de Rose Hall”, Anne Palmer, que assassinou seus três maridos e tratava cruelmente seus escravos, com muitos dos quais também se deitou e depois matou. E ela não teria escapado de um trágico fim pelas mãos deles. Ainda hoje, diz a lenda, o fantasma de Anne ronda as dependências do casarão. A visita guiada mostra como ela assassinava seus maridos, um em cada quarto da casa, e como se livrava deles, com a ajuda dos escravos. O passeio termina com uma visita ao seu túmulo, nos jardins do casarão e à masmorra, onde hoje funciona uma pequena loja de souvenires e a Anne’s Pub, simpática taverna com vista panorâmica, e onde o papo é embalado por canções, tocadas ao vivo.

Quem gosta de artesanato deve fazer uma visita ao mercado do Forte de Montego Bay, o Old Crafts Market. Peças em madeira, roupas e bolsas coloridas com as cores da bandeira do país, estão entre os principais itens disponíveis para venda aos visitantes.

À noite, a Hip Strip, oficialmente Gloucester Avenue é o endereço para diversão fora dos resorts, com pubs, clubes de reggae, restaurantes e lojas.

Negril – Esta é uma cidade praiana com extensa faixa de mar, acompanhada por uma estrada ao longo da costa, que se prolonga pelos cerca de 11 quilômetros que formam a Seven Mile Beach. Pousadas, hotéis e resorts se revezam com restaurantes e lojas de artesanatos. A Seven Mile Beach é considerada um dos melhores lugares da região e chama a atenção para o fato de algumas praias serem bastante liberais, dedicadas aos hedonistas.

Mas é o mar de Negril, com seus infinitos tons de azul, que fica marcado na memória do viajante. Explorar o mar caribenho é uma tentação irresistível e passeios de catamarã embalados pelo reggae e outros ritmos caribenhos, snorkeling, mergulho, rafting em bóias, passeios a cavalo na praia e muitas outras atividades tornam a viagem ainda mais divertida. O farol de West End, hoje movido a energia solar, mantém-se ativo, servindo de orientação para os navios. No local um minimuseu exibe objetos históricos, como a lâmpada original de 1.894, alimentada por querosene. Para chegar ao topo dos seus vinte metros é necessário subir 103 degraus, mas o esforço é recompensado pela belíssima vista panorâmica do alto do penhasco. Perto ao farol está o Rock’s Café, apresentando os mundialmente famosos “clavadistas de Negril” que se arriscam em mergulhos precisos do alto de um trampolim, improvisado na encosta.

Eles se lançam ao mar desafiando rochas e cavernas antes do mergulho em águas cristalinas. Vale a pena a visita, pois o Rock’s Café é um clássico em Negril. O bar fica apinhado de gente que há 35 anos assiste ao pôr do sol de suas mesas, varandas e muralhas. Pioneiro na encosta de West End é uma tradição jamaicana.

Ocho Rios – Próximo a Ocho Rios vale a pena visitar O Columbus Park, em Discovery Bay, na Paróquia de Saint Ann, onde um mirante, um mural e relíquias coloniais lembram o local que teria sido o da chegada de Cristóvão Colombo à região, em 1.494. A réplica da proa de uma caravela dá charme ao lugar e enfeita o cenário para a foto.

Considerada uma das paisagens mais bonitas na Jamaica, Runaway Bay é ocupada por hotéis de luxo, campos de golfe e casas particulares. Duas versões contam a história do local. Uma delas diz que teria sido dali que os últimos soldados espanhóis bateram em retirada afugentados pelos ingleses, em meados do século XVII.

Outra versão diz que seria também por ali que ficavam os escravos, que abandonavam as fazendas e deixavam a ilha a caminho de Cuba. Escondiam-se em cavernas na mata e, para sobreviver, aprenderam a condimentar e assar seus alimentos sob a terra evitando que a fumaça os denunciasse. Assim nasceu uma das receitas mais tradicionais na Jamaica, o “Jerk”, técnica usada em carne, frango ou peixe, cujo método de cozimento lento permitia que o alimento fosse impregnado pelos fortes temperos. Bom apetite!

Dolphin’s Cove é um parque marinho onde o visitante pode ter contato com golfinhos, arraias e tubarões. Dependendo do grau de intimidade que você desejar com os animais, pode observar, tocar, nadar ou alimentá-los, inclusive os tubarões.

Além das atividades aquáticas, os visitantes podem se distrair, passeando pelas lojas e restaurantes de Treasure Reef, ou apenas observar os tanques onde ficam arraias e tubarões. O local é ambientado como um vilarejo invadido por piratas, com lojas e um restaurante.

Dunn’s River Falls é uma famosa cachoeira, cercada por densa floresta, que deságua no mar. Da areia, grupo de visitantes saem para escalar a cachoeira, 200 metros acima. O passeio é refrescante e revigorante. No final do percurso lojas de artesanatos oferecem todo tipo de produtos ao turista.